Da primeira turma à primeira atividade no Beabá+: guia de início
Organize os primeiros passos no Beabá+: crie a turma, vincule o aluno e transforme um material da escola em uma atividade adaptada, revisada e pronta para publicar.
Por Rafael Alves Publicado em 20 de setembro de 2026 6 min de leitura
Começar no Beabá+ fica mais simples quando a base é montada na ordem certa: turma, aluno e atividade. Essa sequência evita cadastros soltos, deixa a organização da escola clara e prepara o material para chegar à criança com os apoios adequados.
Este guia acompanha a jornada mínima para sair de uma conta configurada e chegar à primeira atividade pronta para uso. Ele parte de uma escola já cadastrada e de um profissional com acesso à sala do Beabá+.
O Beabá+ adapta o conteúdo que a escola já utiliza. Na atividade personalizada, a IA não substitui o planejamento pedagógico nem cria um currículo do zero: ela transforma o material enviado em microtarefas que precisam de revisão profissional.
1. Crie a primeira turma
No menu lateral, acesse Turmas e escolha Nova turma. O formulário pede três informações:
Escola: selecione a unidade à qual a turma pertence.
Nome da turma: use um nome reconhecível na rotina, como “3º ano A — manhã”.
Ano ou série: escolha a etapa escolar correspondente.
A turma é a base para organizar alunos, atividades e sessões.
Ao clicar em Criar turma, o sistema gera automaticamente um código no padrão BABA-XXXX. Esse código identifica a turma e será usado nos acessos em que a criança entra sem e-mail e sem senha.
Um bom nome de turma ajuda mais do que parece. Ele reduz dúvidas ao cadastrar alunos, atribuir atividades e conduzir sessões. Evite nomes genéricos como “Turma 1” quando houver mais de uma unidade ou turno.
2. Adicione o aluno e vincule-o à turma
Agora acesse Alunos e escolha Novo aluno. Informe o nome, confirme a escola e selecione a turma criada no passo anterior.
O aluno é vinculado à escola e à turma; os perfis cognitivos são opcionais.
Os perfis cognitivos aparecem como campo opcional. Marque somente os apoios que já fazem sentido para o trabalho pedagógico. O cadastro não é um instrumento de diagnóstico, e deixar esse campo vazio é melhor do que preencher com suposições.
Se você quiser aprofundar essa etapa, consulte também o guia Como cadastrar e configurar um aluno no Beabá+, que explica com mais detalhe a organização dos perfis e dos dados do estudante.
Antes de clicar em Adicionar aluno, confira se escola e turma estão corretas. Esse vínculo é o que mantém histórico, atividades e sessões organizados no perfil da criança.
3. Escolha como será a primeira atividade
Com a base criada, acesse Atividades e clique em Nova atividade. A plataforma apresenta dois caminhos:
Jogos Prontos: experiências do sistema que podem ser configuradas e atribuídas à turma.
Criar Personalizado: adaptação, com IA, de um texto, PDF ou imagem enviado pelo profissional.
A primeira atividade pode partir de um jogo pronto ou do material da própria escola.
Para a primeira experiência com o fluxo completo do Beabá+, prefira Criar Personalizado. Escolha um material curto, conhecido e representativo da rotina — por exemplo, uma atividade de uma página que você já aplicaria em sala. Assim, fica mais fácil comparar a proposta adaptada com o original.
Não envie arquivos com dados pessoais desnecessários. Antes do upload, remova nomes completos, documentos, contatos e qualquer informação que não seja necessária para adaptar a atividade.
4. Envie o material e configure a adaptação
A criação personalizada é dividida em quatro etapas visíveis no topo da tela: Fonte, Conteúdo, Configurar e Revisar.
Na etapa Fonte, você pode enviar PDF ou imagem — até 15 páginas no total — ou colar o texto diretamente. Depois, escolha Extrair conteúdo com IA.
O fluxo personalizado passa por Fonte, Conteúdo, Configurar e Revisar.
Em Conteúdo, confira o que foi extraído. Corrija trechos, enunciados ou respostas antes de seguir. Essa leitura intermediária é importante: se o conteúdo de origem estiver incompleto, a adaptação também ficará incompleta.
Em Configurar, dê um título claro à atividade, selecione pelo menos um perfil de apoio e escolha os formatos de microtarefa adequados ao conteúdo. A plataforma pode sugerir opções, mas a decisão continua sendo pedagógica. Prefira poucos formatos coerentes a uma coleção extensa de jogos sem objetivo definido.
5. Revise, aprove e publique
Na etapa Revisar, compare cada microtarefa com o material original. Verifique principalmente:
se o objetivo pedagógico foi preservado;
se enunciados e respostas estão corretos;
se o nível de apoio ajuda sem infantilizar;
se imagens, leitura e ordem das etapas fazem sentido;
se não apareceu informação que não estava no material enviado.
Ao final, você pode manter a atividade como rascunho ou Enviar para aprovação. Depois da revisão do profissional responsável, a atividade pode ser aprovada, publicada e disponibilizada para as turmas.
A atividade só chega à turma depois da revisão e da publicação profissional.
A publicação não deve ser tratada como um clique automático. O diferencial do fluxo é justamente manter o professor no loop: a IA propõe uma adaptação; o profissional confere, ajusta e decide o que chega ao aluno.
Checklist antes da primeira sessão
Antes de abrir a atividade para a criança, confirme:
a turma está vinculada à escola correta;
o aluno aparece na turma esperada;
o material de origem não contém dados pessoais desnecessários;
o conteúdo extraído foi conferido;
a atividade foi revisada e aprovada;
o formato escolhido combina com o objetivo pedagógico.
Se algo não estiver certo, volte uma etapa. Corrigir antes da publicação protege a qualidade da atividade e mantém o histórico do aluno consistente.
Próximos passos
Com turma, aluno e atividade organizados, o próximo passo é conduzir uma sessão curta, observar como a criança responde aos apoios e registrar o que precisa ser ajustado. O uso inicial serve para aprender sobre a interação real — não para rotular o estudante.